where is nihon-13_edited_edited.jpg
Bonde e Chayamiti apresentam

ONDE AS ONDAS QUEBRAM

um filme de Inara Chayamiti

TEASER

 

SINOPSE

Quando a documentarista Inara Chayamiti migra do Brasil para os Países Baixos, ela descobre-se estrangeira em sua própria terra natal. Começa então a buscar sua identidade fragmentada investigando a história de sua família. Como na arte japonesa de reparar cerâmicas com ouro, ela cola peças dessa história marcada por duas diásporas entre lados opostos do mundo: Brasil e Japão.

Em sua viagem de avião do Brasil para os Países Baixos, Inara Chayamiti nem via mais as nuvens, mas sim, o mar que seus bisavós japoneses cruzaram um século atrás. Ela começa a se perguntar como é ser estrangeiro em uma terra distante da qual nada se sabe. 

 

E como uma migrante de ascendência asiática nesse país europeu, sua mais antiga memória da vida vem à tona revelando que ela era uma estrangeira também em sua própria terra natal. Tendo crescido fora da comunidade japonesa e sendo multirracial, Inara achava que era uma típica brasileira no caldeirão do Brasil. Mas ela agora percebe que sempre esteve "no meio": vista como japonesa demais no Brasil, pouco japonesa na comunidade, nada japonesa no Japão e, agora, uma asiática nos Países Baixos.

 

Sua identidade quebra-se em pedaços. Muitas perguntas emergem: O que significa ser vista como "amarela"? Como foi isso para seus bisavós e avós? Afinal, o que torna uma pessoa brasileira, japonesa ou de qualquer lugar? Nascer em um lugar ou outro? Crescer lá ou aqui? Entender sua cultura e língua? Amar um lugar? O que constrói a identidade?

where is nihon-11.jpg
Screenshot 2022-03-24 at 10.20.38.png

Buscando sua própria identidade, ela então começa a investigar a história de quatro gerações de sua família, marcada por duas diásporas, entre lados opostos do mundo: Brasil e Japão. Combinando suas experiências com as histórias de sua família, Inara cria uma colagem de múltiplas perspectivas. Como em uma xícara de chá quebrada reparada pela técnica kintsugi, cada história é um fragmento colado com uma resina dourada que mantém tudo junto apesar das peças que faltam. A antiga arte japonesa de reparar cerâmicas que valoriza a história e aprecia a imperfeição é o motif do filme. 

 

Para contar essas histórias, Inara e sua família fazem expedições no Brasil e no Japão, em busca de pistas dessa saga nipo-brasileira. Eles visitam antigas estações de trem, ruínas de fazendas, plantações, vilas de pescadores, fábricas, cemitérios e museus. Inara também encontra fotos, documentos  e jornais desconhecidos. 

 

Ao descobrir o passado, a família irá ressignificar as dificuldades e perceber como o esforço de um "empurrou" o seguinte. Inara entenderá que é feita de muitos pedaços que se quebram e colam constantemente, e assim, poderá encontrar seu "lugar no meio".

Personagens
where is nihon-1.jpg
Machiko

batchan (avó) de Inara

Apesar de brasileira, ela se define como japonesa sem titubear. Como filha de imigrantes japoneses passou por muitas adversidades no Brasil, mas nunca reclamou e nem mesmo contou tais histórias até a neta começar a perguntar sobre as experiências para o documentário. Isso porque, na cultura japonesa, o sofrimento em silêncio é enaltecido. O filme acabou criando um espaço para batchan compartilhar momentos difíceis que ela disse ter guardado por muito tempo. Ba traz consigo uma mistura de força e leveza de quem sofreu muitas amarguras e sabe apreciar cada doçura que a vida lhe traz.

Kiyoshi.png
Kiyoshi

pai de Inara

Como primogênito, ele deveria ser um modelo para os demais, porém sempre foi um rebelde. Apesar de crescer em uma fechada comunidade japonesa, ser proibido de falar português e de ter amigos brasileiros, ele sempre se sentiu brasileiro. Curioso e questionador, além de muito piadista e idealista, ele não conseguia se encaixar na estrutura rígida e hierárquica em que cresceu. Assim, rompeu com tradições japonesas, adotou o nome "Roberto" e até mesmo casou-se com a mãe de Inara, Emília, uma uma gaijin ("estrangeira" em japonês) para a decepção de sua família na época. Ele rompeu com tudo e agora Inara cola tudo de novo em seu kintsugi.

Ina.png
Inara

protagonista

"Filha da rainha das águas nos campos a caminho da casa do chá" é a tradução livre de seu nome completo, uma junção de suas tantas raízes. Para ela, seu nome era a prova de sua mistura e, portanto, de sua brasilidade. No caldeirão do Brasil, ela sempre se viu como brasileira apesar de ser sempre "a japonesa" para os outros. Agora longe de sua terra natal, Inara percebe que também era uma estrangeira lá. Memórias vêm à tona e ela começa a entender que ser racializada e estereotipada na verdade não é algo novo em sua existência. Por meio do filme, ela busca entender sua identidade fluida e conectar-se com sua família, em meio a diferenças culturais, geracionais e linguísticas.

Hideo.png
Hideo

tio de Inara

Em seus primeiros meses de fábrica, ele perdeu 10 quilos de tanto trabalhar. Não foi na onda dekassegui como seus outros irmãos, mas migrou com o mesmo sonho de um dia voltar ao Brasil. Ele e a esposa Akemy deixaram lá o filho Kenji, ainda adolescente, e foram com a caçula Larissa. Hideo é o mais reservado mas é também o mais articulado dos irmãos, tendo desenvolvido seu poder de oratória na igreja evangélica nipo-brasileira que frequenta. Nas horas vagas, Hideo pesca e cuida da horta comunitária da igreja. Ele mantém o elo entre o mar e a terra das outras gerações. Em 20 anos de Japão, ele nunca conseguiu realizar o sonho de conhecer a terra de seus antepassados. Agora ele irá com Inara até Makurazaki, em busca das respostas onde a saga começou.

Mary Noboru Yukari.png
Noboru, Mary e Yukari

tios e prima de Inara

Noboru mora há mais de 30 anos no Japão. Ele foi durante a onda dekassegui e ficou por lá. Durante a desafiadora adaptação, ele também conheceu o amor de sua vida: Mary. O casal passou por todas as dificuldades juntos naqueles primeiros momentos em que não havia nem mercadinhos brasileiros para “matar” a saudade de casa com uma feijoada ou tradutor do Google para tornar o dia a dia menos complicado. Yukari é a primeira filha do casal. Ela nasceu no Japão mas não é considerada uma cidadã japonesa. É brasileira mas, em seus 29 anos de vida, só esteve no Brasil uma vez quando criança. Como a prima mais velha do Japão (Inara é a mais velha do Brasil), sempre foi um modelo para os demais primos. Yukari seguiu à risca tal papel e foi a primeira da família no Japão a cursar faculdade.

Larissa Ryssa.png
Larissa e Ryssa

primas de Inara

As primas mais novas de Inara que cresceram no Japão mas não seguem padrões japoneses de antigamente. Riem e falam alto, questionam normas sociais, porém, não necessariamente procuram se definir em uma identidade ou em outra. De espírito livre e veia cômica, a dupla sempre busca novas aventuras pela aventura em si. Elas trazem, assim, uma perspectiva leve e vivaz para a busca em família.

 
 

EQUIPE

pb.jpg
Inara Chayamiti

diretora
produtora de impacto

Lorena Bondarovsky.png
Lorena Bondarovsky

produtora

Luiza Paiva.png
Luiza de Paiva

produtora de impacto

Kiyoshi Chayamiti.jpg
Kiyoshi Chayamiti

diretor de fotografia

joao.png
João Martinho

estrategista de impacto

 

APOIO

  • Bunkyo - Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social

  • Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

  • Museu da Imigração do Estado de São Paulo

  • Museu Histórico de Londrina (acervo filmográfico de Hikoma Udihara)

  • Instituto Moreira Salles (acervo fotográfico de Haruo Ohara)

  • REN Brasil e REN Global

  • Associação Japonesa de Santos

  • Mommalaw - Müller Mazzonetto, por meio de apoio jurídico

  • Embaixada do Japão no Brasil

  • Selecionado pelo Logan Nonfiction Program 2021
     

O projeto também foi finalista em outras iniciativas internacionais: Sundance Documentary Fund 2021 e Berlinale Talents Doc Station 2022.

bunkyo-preto.png
museu-preto.png
logo embaixada.png
REN-Brasil.png
logo - Museu Historico de Londrina.png
logan.png
MommaLaw.png
logo - IMS.png
logo-MI.png
imago-machina.png
 
where is nihon-7.jpg

ESTREIA

O filme vai estrear em 2023, no aniversário de 115 anos da imigração japonesa no Brasil, que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão.

Durante a distribuição, planejamos ampliar o alcance do filme em diversas plataformas: de canais de televisão e VODs a espaços culturais, museus, escolas, universidades, comunidades, instituições brasileiras e internacionais.


O filme pretende promover a empatia para com migrantes e aumentar o empoderamento de descendentes de asiáticos, enquanto convida o público para uma conversa profunda sobre identidade, preconceito e pertencimento. Após as exibições, vamos promover debates e rodas de conversa.

MÍDIA

2022-nhk.jpg

Documentarista brasileira busca sua identidade fragmentada investigando a história de sua família